A tolerância política nos dias de hoje

24 11 2009

Politicamente falando, hoje vivemos uma época bem mais tolerante. Quem conhece a história do nosso país, ou quem tem mais de 35 anos de idade, deve recordar da ditadura militar, do calar a voz na força, da censura e etc. Se você não viveu aquele tempo, vários dos principais políticos não nos deixam esquecer: quase todos foram perseguidos, violentados, exilados de nosso país por causa de suas idéias políticas.   Um exemplo desse políticos é o atual Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Ele viveu a época da ditadura militar, o auge dos movimentos estudantis no brasil, e hoje é um renomado político. Ao ser indagado sobre o excesso de corrupção existente hoje em Brasília, das falcatruas e golpes, ele respondeu: “Existem realmente corruptos, pessoas que legislam para o bem próprio, que desviam verbas e muitos outros golpes, mas nada é pior do que a época de repressão política, onde você ia ao teatro e não podia ver a peça foi censurada…”.   Hoje temos eleições a cada dois anos. Vivemos uma democracia “livre”, onde você pode ter a sua opinião, o seu direcionamento, a sua voz, sem ser recriminado por isto. Estamos em uma situação totalmente tolerante, de total comunicação entre as partes.

Totalmente tolerante? Comunicação? Não é isto que percebe o professor de antropologia Luiz Antônio da Silva, docente dos cursos de Comunicação, Dierito e Arquitetura do Unileste-MG. Em uma conversa com OTerceiroTurno, o professor disse que a tolerância que vemos hoje em dia tem um problema: “A tolerância política que vivemos hoje foi conquistada coma luta de muitos em tempos passados, mas o que acontece é que, hoje em dia, a comunicação foi prejudicada. A tolerância existe quando há uma comunicação e uma aceitação. Hoje na política não existe mais tanta comunicação, o que gera uma tolerância doente”, explica o professor.

Ele exemplifica usando ideias quase que diametralmente opostas, entre um político do PSTU e um do PSDB. “Acaba que um nem tenta ouvir as ideias do outro, pois não tem tolerância para nada diferente do que a linha que eles seguem”. O que o professor tenta nos explicar é o seguinte: o tempo passou, muitas ideias mudaram, a política e a sociedade progrediram, mas a falta de tolerância ainda existe. Ser intolerante é um aspecto anacrônico, não importa o contexto ou a época em que se vive, tolerância é algo pessoal, sempre vai existir em nossa sociedade. 





Política e Redes Sociais

23 11 2009

"... é um lugar propício para os políticos estarem mais perto de seus eleitores"

Atualmente é quase impossível manter um diálogo com alguém e não falar, pelo menos uma vez, sobre Internet. Muito mais improvável é não entrar no campo das redes sociais. Seja orkut, twitter, facebook ou msn (só pra citar as mais famosas), estas ferramentas já tomaram conta do nosso país e do mundo, se inseriram na cultura, no cotidiano. Hoje é difícil encontrar alguém (pelo menos alguém jovem) que não tenha uma continha sequer em um desses sites.

Em um momento onde a Internet e suas ferramentas estão tão presentes em nossas vidas, tão enraizadas com a comunicação moderna, é natural que ela se espalhe, saindo da esfera jovens/adolescentes, e penetrando entre os adultos e profissionais das mais variadas áreas. Estar no mundo online é quase uma obrigação (para os jornalistas então, já faz parte da rotina). A Internet é hoje onde as pessoas estão. Devido a esta presença, é um dos principais pontos de informação. E onde há pessoas e informação, entra a publicidade. O ambiente online, com todas suas redes sociais, é um lugar própicio para os políticos estarem mais perto de seus eleitores.

Muitos de nossos governantes já aderiram a essas ferramentas, exemplo disso é o perfil do governador de São Paulo José Serra, possível candidato à presidência em 2010. Por meio do Twitter ele se interage com seus 141,465 seguidores (e aumentando), divulga seus projetos e às vezes até conta alguns detalhes da sua vida pessoal, o que dá a ele um caráter mais íntimo para com o público, faz parecer que o governador (e talvez futuro presidente) não está tão distante assim, não é inalcançável.

Ter seu nome em uma dessas páginas é algo quase que imprescindível nos dias de hoje, como nos conta o vereador Querubim, da cidade de Coronel Fabriciano. “Sei que estou atrasado em relação a isso. Ter uma dessas ferramentas é muito importante atualmente”, explica o vereador. Alguns políticos da região possuem uma conta no Twitter, como o vereador de Timóteo Douglas Willkys, que tem 386 seguidores no microblog e o vereador de Coronel Fabriciano Marcos da Luz com seus 59 seguidores.

O vereador Querubim ressalta a importância das redes sociais para os políticos, “eu sei que isso faz falta. Só não faço parte das redes sociais hoje porque não tenho tempo, estou muito envolvido com meus projetos, mas já tenho planos para fazer um site no ano que vem, e com certeza também vou aderir às redes sociais.” Afirma o vereador, que também já trabalhou como repórter e participou ativamente na produção de seu material de campanha durante as eleições.





Você é corrupto?

12 11 2009

“Político é corrupto”, “Essa raça não presta”, “Nossa política é corrupta, ninguém vale nada”. Essa é a associação que os brasileiros fazem com os seus governantes. Pra quase todos, corrupção é sinônimo de política.

Mas não é bem assim. Ser corrupto não é um “privilégio” dos comandantes da nossa política. De acordo com o dicionário: Corrução é a ação ou efeito de corromper, de fazer degenerar; depravação. Ação de seduzir por dinheiro, presentes etc., levando alguém a afastar-se da retidão; suborno.

E será que são só os senadores, vereadores, deputados, governadores que fazem isso? Os conceitos dados pelo dicionário são práticas que muitas pessoas fazem, independente da profissão. Ligar essa palavra apenas à política é um engano, é querer ludibriar a situação, é jogar a culpa em apenas uma classe.

A corrupção pode estar em todos os lugares, qualquer um pode, em algum momento, ser corrupto, inclusive eu, você. Para analisar essa situação resolvemos perguntar aos nossos colegas de faculdade: Você é corrupto? Veja as respostas e pense também, será que você é corrupto?

 





Confusão política e prefeitos não eleitos pelo povo

9 10 2009

A história política de Ipatinga ganha capítulos inéditos a cada dia que passa. Desde a emancipação do município, não houve um incidente político tão grave como o vivido nos dias atuais, a ponto de deixar o cidadão sem saber a quem recorrer na prefeitura municipal. Mas a verdade é que não é a primeira vez que o líder do legislativo assume o executivo.

Durante o governo Fernando Santos Coura, tendo como vice João Lamego Neto (1965 a 1966), o presidente da Câmara Municipal da época, Gedeão de Freiras, assumiu a prefeitura por um ano. O prefeito e vice deixaram os cargos para disputarem eleições para deputado estadual e prefeito, respectivamente.

Se somente em duas oportunidades o presidente da câmara assumiu a prefeitura, em outros dois casos, o governante da cidade não era o prefeito. Logo após a emancipação, em 1964, a cidade não tinha um governante, nem uma organização política estruturada. Neste momento, o Estado interveio e nomeou o primeiro intendente, Délio Baeta da Costa, que governou por um ano.

O outro momento foi quando o prefeito Jamil Selim de Sales foi destituído do poder, em 1971. Neste caso, o nomeado foi o interventor Almir Ribeiro Tavares.

Depois deste incidente, os prefeitos que assumiram conseguiram cumprir o seu mandato do começo ao fim, passando por Darcy de Souza, que governou de 1971 à 1973; Jamil Selim, que governou por mais dois mandatos, entre 1973 e 1977 e 1983 à 1989; João Lamego, que governou entre os mandatos de Jamil, e o primeiro mandato de Chico Ferramenta, a partir de 89.

A partir deste ano foram três mandatos petistas para a cidade, com Ferramenta, João Magno e Ferramenta novamente. A hegemonia do partido foi interrompida em 2005 pelo peemedebista Sebastião Quintão.

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Confusão

2 10 2009

A solução passa por um desses quatro...

A solução passa por um desses quatro...

Quem acompanha os últimos acontecimentos relacionados à escolha do prefeito de Ipatinga sabe muito bem o significado desta palavra. No começo ganhou um, mas quem assumiu foi o outro. Uma outra queria o poder, mas não teve jeito e novas eleições foram marcadas. Nisto um outro apareceu como forte candidato, mas as eleições foram suspensas. Hoje a sociedade ipatinguense vive a mesma insegurança de alguns dias atrás, antes da nova eleição surgir como esperança de solução.

Sabemos que, juridicamente, existem quatro possibilidades, mesmo que remotas, de desfecho da novela eleitoral de Ipatinga. Diferente do que uma parte da população deseja, a posse do prefeito interino é, em termos legais, impossível. Como foi dito pelo advogado Breno Inácio, a manutenção do governo interino é prejudicial para a cidade.

Então o Terceiro Turno quer saber de você, eleitor, qual seria a melhor opção para por fim ao impasse político que se instaurou em Ipatinga? Será que uma das alternativas abaixo acabaria com toda esta confusão? Será que respeitar a vontade do voto seria o correto para o município ou a nova eleição é a única solução para o problema? Vote, deixe seu comentário, expresse a sua vontade.

Saiba mais sobre o assunto aqui, aqui, aqui também, aqui, oficialmente aqui ou aqui.





Visão jurídica sobre a política

29 09 2009

De acordo com o advogado Breno Inácio, a manutenção de um governo provisório não é o ideal para a cidade.

Em virtude dos últimos acontecimentos no quadro político de Ipatinga; as mudanças frequentes de poder e a total instabilidade em que vive a cidade; resolvemos procurar a opinião de alguém que conhece os meandros da lei. Tantas idas e vindas, tantos julgamentos, liminares, processos… Tudo isso que aconteceu nos tribunais era possível de ser feito, era legal?

Com esta situação, O Terceiro Turno foi em busca do advogado Breno Inácio, também professor dos cursos de Direito e Comunicação Social do Unileste, para explicar a situação jurídica que vive a política de nossa cidade. Para nos dar um esclarecimento, Breno nos enviou esse artigo explicando melhor sobre o momento que a política de Ipatinga está passando:

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Advogado Breno Inácio

Talvez seja o caso de se questionar a própria legislação, que prevendo recursos e medidas, às vezes em excesso, possibilita este emaranhado de decisões judiciais, que muitas vezes deixa o cidadão que é leigo no assunto, confuso.

Assim, buscar medidas judiciais como estão fazendo partidos e candidatos é permitido, embora não nos pareça salutar para o sistema como um todo, já que a possibilidade de prejuízos, em face da insegurança que tais medidas promovem, por certo são indesejáveis.

O que não se pode, com toda certeza, é transformar o que em um primeiro momento é uma medida jurídica, em instrumento de ataques individuais, particularizados, com o intuito meramente desabonador de outro candidato ou partido.

Não se deve usar das medidas judiciais permitidas em lei para promover o desequilíbrio, para perpetrar ataques pessoais, transformando o que antes era exercício de democracia em uma guerra particular.

Fato é, que embora a lei permita a existência das demandas judiciais que ora estão em discussão, os prejuízos decorrentes da instabilidade política para a cidade são flagrantes. Não se tem a segurança do prosseguimento de determinados programas, obras ou atividades, a não ser aquilo que é essencial.

Um governo provisório, por mais correto que possa ser, não é o ideal. Numa democracia, necessitamos ser governados por aquele que for escolhido livremente nas urnas. Assim, é urgente que se defina a situação política local para que a estabilidade seja retomada.

Entenda um pouco mais sobre a suspensão das eleições de Ipatinga aqui, aqui e aqui também.





Eleições suspensas

25 09 2009
Será que a situação está se definindo? Ou só complicando mais?

Será que a situação está se definindo? Ou só complicando ainda mais?

De acordo com as últimas decisões do TSE,  não haverá eleição no dia 18 de outubro. O Tribunal Superior Eleitoral deciciu  na noite de hoje (25), suspender a eleição extemporânea de Ipatinga e também a cassação do ex-prefeito Sebastião Quintão. A sentença foi dada pelo Ministro Marcelo Ribeiro, que acatou a ação cautelar 3344. Foi uma decisão monocrática do ministro, como aquela que permitiu a Chico Ferramenta disputar as eleições passadas.

Quintão ainda não pode tomar posse porque persiste uma sentença de cassação contra ele, impetrada no último sábado (20), quando a juíza Maria Aparecida de Oliveira Grossi impugnou sua candidatura, tendo como argumento a rejeição das contas da campanha para o pleito de 2008. Porém, de acordo com a assessoria do ex-prefeito, as contas de Quintão já foram aprovadas pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral).

A defesa de Sebastião Quintão vai entrar com novo recurso junto ao TRE para tentar ser reconduzido cargo,  e assim aguardar o julgamento deste último recurso como Prefeito de Ipatinga.